terça-feira, 21 de setembro de 2010

Mudando de assunto... (?)

Cansei de falar de amor. Por hora, num intervalo estratégico, ouso falar de imersão acadêmica, de conhecimento... Como se eu pudesse apartar as duas coisas.
Se não são, as duas coisas, amor puro e sincero pela Beleza, não sei mais. Se não leva à sabedoria e contemplação, ao amor, sei ainda menos.
Vou, por hora, me aventurar a desvendar a estética, a arte do Belo, do cômico, do feio, do surpreendente, do emocionante! Mas ora... Isso não é falar de amor?!

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Eu entendi tudo errado.
Aqui dentro do peito era tudo muito diferente do que nos ultimos dias, eu expressava.
Aqui dentro, era ficar olhando pela fresta da cozinha,
vendo fazer caipirinha
ou vestir o avental e lavar a louça enquanto a panela fervia de agua quente para a 'pasta'
eu me perdi, me perdi mesmo.
no museu da lingua portuguesa, ouvindo joão cabral de melo neto
no alto do prédio mais alto
em cada canto, um canto de mim ficou
e eu senti a solidão de São Paulo pela terceira vez

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Sem mais complicações. Sem mais querer demais, sem posse, sem recados. Mas com isso se vai o cinema, o sorvete azul, as musicas de madrugada (cantadas por cazuza, ou por um cover do mesmo). Se vai a vontade, e se vai a tristeza. Os jogos tricolores, ou bicolores, não importa: se vão. O banho de chuva, as danças latinas. Se vai a apreensão, e a compreensão. O mistério e o revelado. Se (es)vai a rotina, e o inusitado, o doce, o salgado, o fumo. Se vão os sonhos e as noites de sono profundo –sem ilustrações. Tudo de melhor e de pior, ficando só o que não é nem um nem outro. Já que não se pode servir a dois senhores, o jeito é não servir a nenhum. Numa estrada bifurcada, é ir pelo atalho.

domingo, 20 de setembro de 2009

- Não sei se você viu, mas no meu quarto tinha uma taça de vinho vazia, que eu guardava de um dia especial. Um dia com amigos, de muita bebedeira. Um dia que roubei a taça de um bar chique, na barra, vim trazendo na mão até em casa, cheia de vinho. Tomei o ultimo gole na padaria, enchí de café, e fui pra casa tomando. Guardei. Guardei também a garrafa, daquele nosso último encontro. Jazia lá do lado da taça, e um amigo, dia desses, me perguntou o porque das duas. Eu disse apenas que eram especiais. Ele disse que deviam mesmo ser, pra guardar assim, vazia... Virou pro lado e dormiu. Joguei a garrafa fora no dia seguinte. A taça -e a vida- continuam. Da garrafa, bem como o amor (ou o que se aproximava dele), me desfiz.

-Nossa! Que trágico!

- Pois é, eu também achei.

- "É sempre bom lembrar que um copo vazio está cheio de ar"

-Exatamente. De ar, de vento, de tudo que se esvai. Bem como as lembranças. "Disso, é sempre bom esquecer".

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Foi só amor de carnaval
(talvez seja esse o mal)
amor de carnaval não é rocha
não é lágrima, não é aposta
é quase nada
é só amor.

E não há quem ouse dizer que não
Quem prefira a solidão
Numa dessas noites de serpentina
De pierrots, de bailarinas
Não há um que não tenha par!

E quando chega a quarta-feira
E as luzes se acendem na avenida
Eu ali! Tão distraída...
"Acabou! Só ano que vem"
Ainda fica alguém?

Em agosto os confetes já não tem graça
Já não tem o mesmo gosto a cachaça
Em setembro talvez.
Amor de carnaval (talvez seja esse o mal)
Nunca vem só uma vez.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Querido papai do céu.
prefiro assim, pra lembrar a infancia. As orações eram tão mais puras, né? Mamãe sempre dizia q tinha q rezar quando acorda, e antes de dormir. E quando não se dorme? como faz? =/
Uma tia dizia p mim q toda vez q a gente dormia enquanto rezava o terço, eram 7 anos no purgatório. Outra, dizia q se dormimos rezando o terço, os anjos continuam rezando no nosso lugar. Aí fiquei assim. Contabilizando anos no purgatório, e os anjos me redimindo. Contabilizando anos no purgatório, e os anjos me redimindo. Contabilizando anos no purgatório, e os anjos me redimindo... No fim, deve dar tudo elas por elas.
Eu queria respirar, Deus. E vou procurar alguém pra pedir junto cmg, porque eu sei q fica mais forte... 'Onde dois ou mais...' É assim, não é? São Mathes 18:20.
Eu queria sorrir, conseguir comer direito, queria muitissimo parar de tossir e manchar o pijama. Queria olhos novos, porque esses ja tao prá lá de cansados. Sabe quando voce chora chora chora, e para de chorar. Depois bebe um copo d'água, e chora chora mais...? Era só uma pausa pra repor a água perdida. Mas claro que Você sabe neh? Você sabe tudo.
Papai-Deus-do Céu, mudei de idéia. Esquece todos os meus pedidos. Vou fazer um novo. Pode? Pode né? Ta entendí =] Cuida dele pra mim, Pai? Cuida da manhã de trabalho, da tarde de luta, da noite de estudo. Cuida do sorriso dele, e da camisa, pra que nao solte mais nenhum botão. Cuida dos pensamentos, das idéas tortas, das atitudes. Cuida da saúde, e do coração. Ouví dizer que não vão bem das pernas nem uma, nem outro... Faz com que ele nao desista, porque é um cara brilhante. Cuida da família, dos amigos, das saudades que ele tem na alma. Cuida dos cabelos cacheados, e nao deixa perder mais peso, o bixim! Jah anda bem magrinho o pobre.
Tem uma outra passagem da Bíblia (vc sabe q eu li a bíblia, neh?) que diz q se uma mão pratica uma boa ação, a outra não deve saber. Então ficamos acordado, eu e o Senhor, de não contar nada... e deixa ele continuar pensando que o escudo vem da pedra q carrega no pescoço ;)
Querido Papai-do-Céu, agora vou deitar. De repente sobra um pouquinho de bondade a Tua e atende meu desejo de dormir. Tah, tah... eu sei q eu retirei esse pedido, mas seria bom conseguir dormir... rs
Já deixe os anjos de sobreaviso! Capaz de hoje eles terem que limpar minha barra lá com o pessoal do purgatório ;)
Já são cinco da madugada. Isso vale como oração da noite ou da manhã, hein? Não importa. É a Fé que vai remover as montanhas, não o turno. Só cuida dele, que tá tudo certo. E eu sei que vc cuida.
Em nome do Pai, do Filho, e do Espírito Santo.
Amém.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Andei procurando uma foto recente onde eu estivesse triste. Mas não achei. Fiquei aliviada então, por notar que meus momentos felizes superavam em larga escala numérica os tristes! Que nada... É que imersa/o em tristeza, ninguém se lembra de câmera.
Das fotos, ficaram algumas coisas. Um 3x4 q cai da caixinha dos meus óculos todas as manhãs cinza (e de sol). Dos sorrisos. As caretas, as histórias contadas numa única imagem capturada. Uma das fotos tem camisa social e um botão caído, deixando espaço. Num devaneio qualquer, que não durou mais de 20 segundos, eu pensei que um dia ia ficar velhinha, em cadeira de balanço, pregando botões que caem.
Hoje não tenho nem os sorrisos, nem os botões, muito menos a cadeira de balanço.
Não temos dessas fotos perfeitas de todo casal, que contam uma história. Não temos foto perfeita porque não temos história pra isso, e nem somos um casal. Melhor assim. Já ouvi dizer que o tal do retrato é feitiço, e aquela luz branca prende a alma das pessoas q olham pra ela. Será que foi assim que você roubou a minha?